Em abril, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama, registrou o primeiro nascimento de filhotes da espécie arara-vermelha-grande na Mata Atlântica. Aliás, é o primeiro filhote da ave nascido na natureza nessa região há quase 200 anos. A espécie estava extinta nesse bioma, mas conseguiu ser reintroduzida com a ajuda de um projeto especial.
Antes do projeto, os animais viviam apenas nas regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. Como não existem mais populações selvagens da ave na Mata Atlântica, os biólogos realizaram um treinamento para que elas reaprendessem a viver nesse ambiente.
O trabalho de recuperação da espécie começou em 2024, quando o Ibama soltou o primeiro lote de araras na região de Porto Seguro, no sul da Bahia. Os estudos mostravam que os animais se reproduziriam em cinco anos. Por isso, foi uma surpresa o nascimento de dois filhotes em abril de 2026.
O projeto conta com o apoio de várias instituições. Entre elas: a Polícia Militar da Bahia, o Laboratório de Etologia Aplicada da Universidade Estadual de Santa Cruz, a Conservix, a RPPN Estação Veracel, e a organização internacional World Parrot Trust.
De acordo com os biólogos, o acontecimento mostra que a espécie está se adaptando à região. Para se ter uma ideia, essa espécie de ave está inclusive na carta de Pero Vaz de Caminha que descreve o Brasil para as autoridades de Portugal, em 1500. Porém, desde então, o desmatamento e a captura ilegal das aves levou a arara-vermelha-grande à extinção em todo o litoral brasileiro.
Referência: Folha de S. Paulo, Ibama
Acessos em 29 de abril de 2026.



