13 de agosto de 2026

E se a educação política começasse antes do primeiro voto?

E se a educação política começasse antes do primeiro voto?

Compreender desde cedo a organização da sociedade, como as decisões são tomadas e qual é o papel de cada cidadão nesse processo é o primeiro passo da educação política.

Essa discussão ganha ainda mais relevância neste momento. Em julho de 2026, a Lei nº 15.468 passou a incluir educação política e direitos da cidadania como componentes curriculares obrigatórios da educação básica. A nova legislação altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e reconhece formalmente a importância de abordar esses temas na formação dos estudantes.

Cidadania começa no lugar onde vivemos

Uma criança que observa um problema na rua e conversa com a família sobre uma possível solução já está dando um primeiro passo. Pode ser uma praça que precisa de manutenção, uma faixa de pedestres que faz falta, um problema de iluminação, uma questão relacionada à escola ou qualquer outra situação que afete a comunidade.

Perguntar “por que isso acontece?”, descobrir quem pode ajudar a resolver, conversar com outras pessoas e pensar em propostas são formas de exercitar a cidadania.

A própria Turma do Plenarinho, da Câmara dos Deputados, trabalha essa ideia ao mostrar que a cidadania vai além das urnas. Acompanhar o trabalho dos representantes eleitos, observar problemas da comunidade, questionar, propor soluções e se organizar para levar demandas ao poder público também fazem parte da participação cidadã.

É esse entendimento que precisamos levar para dentro das escolas e também para dentro de casa. O jovem que teve contato com esses assuntos durante sua formação poderá compreender melhor o que faz um vereador, um prefeito, um deputado, um senador, um governador ou o presidente da República. Poderá também entender que cada cargo possui responsabilidades diferentes e que o trabalho dos representantes não termina no dia da eleição.

A participação também envolve acompanhar decisões, buscar informações, conhecer propostas, verificar o que foi realizado e cobrar explicações quando necessário. Por isso, educação política não deve aparecer apenas quando uma eleição se aproxima. Ela precisa fazer parte da formação para a cidadania.

Um e-book para falar de política com crianças

Foi pensando nessa necessidade que o JC – Jornal da Criança & Jovens relançou o e-book gratuito sobre participação política, originalmente desenvolvido em 2022 em parceria com a Turma do Plenarinho, da Câmara dos Deputados. A publicação passou por uma atualização para voltar a dialogar com estudantes neste novo momento.

Com linguagem adequada ao público da Educação Básica e o apoio dos personagens da Turma do Plenarinho, o material apresenta conceitos como democracia, participação política e voto. Além disso, explica as funções e responsabilidades dos principais representantes escolhidos pela população.

A proposta é simples: transformar um assunto que muitas vezes parece distante das crianças em algo que elas possam compreender a partir de exemplos próximos de sua realidade. Essa abordagem dialoga com uma experiência que o próprio Plenarinho desenvolve há anos. O portal utiliza linguagem acessível e lúdica para abordar política, democracia, organização do Estado e atuação parlamentar com o público infantojuvenil.

Em casa, pais e responsáveis podem conversar com crianças e adolescentes sobre como funciona o bairro, a cidade e o país. Na escola, esses temas podem ganhar ainda mais significado por meio de debates, pesquisas, leitura de notícias, análise de informações, produção de textos e projetos que permitam aos estudantes pensar em soluções para problemas reais.

Esse cuidado é especialmente importante em uma época em que grande parte das informações sobre política circula pelas redes sociais. Antes de formar uma opinião, é preciso aprender a buscar informação confiável e verificar o que está sendo dito.

E se as crianças pudessem imaginar o Brasil que querem?

A educação para a cidadania também pode começar pela imaginação. Por isso, o JC lançou a campanha “A Manchete que Eu Quero Ler!”, convidando estudantes de 8 a 14 anos a criar um desenho e uma manchete sobre uma boa notícia que gostariam de ler no futuro.

A proposta permite que cada estudante imagine mudanças que gostaria de ver no Brasil, na sua cidade, no seu bairro ou na própria comunidade. Pode ser uma rua mais segura, uma praça bem cuidada ou uma escola melhor, com mais árvores e mais oportunidades. Ou qualquer outra transformação que faça sentido para quem está desenhando.

Ao transformar esse desejo em uma manchete, a criança imagina o futuro e começa a perguntar: o que precisaria acontecer para essa notícia se tornar realidade?

Participar, questionar, propor, acompanhar e cuidar do lugar onde vivem também são formas de construir o futuro que desejam.


Referências: Câmara dos Deputados

Acessos em: 12 de agosto de 2026.

Pesquise

Livros Infantis
Boas Dicas
plugins premium WordPress
Podcast do JC

Escolha um canal:

Envie sua carta

Endereço

Alameda Santos, 1165 – Caixa Postal: 121621, Jd. Paulista, São Paulo – SP, CEP: 01419-002