Desde a época em que eu era produtora de reportagem na TV Globo e na TV Bandeirantes até os dias de hoje, escolher a pauta que vai sair no jornal é um momento de muita escuta, estudo e pesquisa. É preciso olhar para o que está acontecendo, ouvir diferentes fontes, entender os contextos e decidir o que merece virar notícia.
No JC Jornal da Criança & Jovens, essa é uma pergunta que fazemos a cada edição.
Por exemplo: o que mereceu virar notícia ou reportagem na edição 68 do JC, que circula pelas escolas em setembro? Nesta edição, a resposta passa por diferentes maneiras de conhecer e compreender o mundo.
A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo nos levou ao universo da literatura e também ao projeto Ler Faz Bem, que contou com a participação dos estudantes em episódios de podcast. Eles também aparecem em outra história da edição, como Multiplicadores de Histórias, mostrando iniciativas de leitura que partem dos próprios alunos.
A ciência ganhou espaço com uma reportagem sobre terremotos, fenômenos que infelizmente têm aparecido com frequência nas páginas dos veículos de imprensa. A conversa com especialistas ajudou a transformar um assunto que pode parecer distante em uma história compreensível, a partir de perguntas simples e informações confiáveis.
O meio ambiente aparece em diferentes momentos, com temas que vão além de uma data comemorativa. Um estudo sobre árvores e reflorestamento mostra como a ciência pode ajudar a entender as relações entre as espécies. E as experiências de cidades que buscam criar espaços mais verdes aproximam esse debate do cotidiano.
A cidadania também está presente, inclusive em um momento importante para o país, com conteúdos que ajudam a entender participação e vida pública sem transformar o jornal em um espaço de opinião.
Ao lado dessas pautas, entram ainda cultura, comportamento e outros acontecimentos que fazem parte do noticiário. E tudo isso é contado de maneiras diferentes: reportagem, notícia, entrevista, divulgação científica, tirinha, sinopse, lista, infográfico.
No fim, não é apenas uma diversidade de assuntos. É uma diversidade de possibilidades de olhar, perguntar, relacionar e compreender.
É isso que procuramos construir quando fechamos cada edição: um jornal que acompanhe o que acontece no mundo, mas que também ajude o leitor a descobrir que uma notícia nunca é apenas uma notícia. Ela pode ser o começo de uma pergunta, de uma conversa, de uma nova descoberta.
Referências: Prefeitura de Hortolândia



