Do filme fotográfico ao celular
Em 19 de agosto é celebrado o Dia Mundial da Fotografia. A data é uma homenagem ao daguerreótipo, um dos primeiros processos fotográficos da história. O daguerreótipo é uma invenção de 1839 do cientista e artista francês Louis Daguerre.
Desde então, não foram apenas as câmeras que mudaram. Isso porque a maneira como produzimos, guardamos e até valorizamos nossas fotografias também se transformou. Durante boa parte do século XX, as câmeras utilizavam filmes com um número limitado de fotografias. Então, depois dos cliques, era necessário levar o filme para revelação e esperar para descobrir como as imagens haviam ficado.
Em entrevista ao canal de notícias g1, a Inês Ramalho, de 70 anos, relembrou que chegou a revelar 200 fotografias depois de uma viagem. Ela também contou que, em um filme de 36 fotos, às vezes apenas 12 ficavam boas. Hoje, a Inês fotografa com o celular, mas continua imprimindo registros importantes e organizando álbuns.
Essa transição também aparece na história de Christiane Myrta. Ela contou em uma entrevista ao mesmo canal de notícias que fotografava de forma analógica quando seu primeiro filho nasceu, nos anos de 1990. Porém, com a chegada das câmeras digitais, ela percebeu que as imagens estavam ficando apenas no computador e decidiu voltar a imprimi-las para montar álbuns.
Hoje, podemos produzir centenas de imagens sem nenhum custo de revelação. Mas ao mesmo tempo, tantas fotos podem acabar esquecidas entre milhares de arquivos no celular ou na nuvem.
Referências: Prefeitura de Feira de Santana, g1
Acessos em: 19 de agosto de 2026.



