4 de maio de 2026

O que escolas estão fazendo na prática para engajar alunos hoje

O que escolas estão fazendo na prática para engajar alunos hoje

Nesta semana começa mais uma edição da Bett Educar 2026, um dos principais encontros sobre inovação e educação no país. E, em meio a tantas discussões sobre tecnologia e inovação na educação no Brasil, nós propomos uma pergunta mais essencial no JC nº 65:

O que, de fato, engaja o aluno e gera aprendizagem significativa em sala de aula?

Uma possível resposta passa por algo que ainda é pouco explorado na prática: o protagonismo real do estudante. Não como discurso, mas como experiência. Quando o aluno investiga, produz, comunica e participa ativamente, o aprendizado ganha outra dimensão. Esse movimento aparece de forma muito concreta em experiências recentes vividas em escolas brasileiras.

Inclusão no dia a dia

Em uma escola de São Roque, alunos lideraram uma campanha simples, mas potente: “meias trocadas” para acolher um colega com síndrome de Down. Mais do que um gesto simbólico, houve um processo de explicação, escuta e quebra de preconceitos dentro da própria escola. O resultado não foi apenas uma atividade pontual, mas uma mudança real nas relações.

Cidadania na prática

Em Recife, estudantes participaram de um processo eleitoral completo para escolha de representantes de sala. Mas o mais interessante não foi só a simulação da votação, e sim o desdobramento.

Os próprios alunos participaram da produção de um podcast e de uma videorreportagem sobre a experiência, conduzindo entrevistas, registrando imagens e organizando narrativas. Aqui, aprender sobre democracia se conecta diretamente com aprender a comunicar, interpretar e produzir informação.

Economia no cotidiano

Temas aparentemente simples, como a febre dos álbuns de figurinhas, também podem abrir espaço para discussões mais profundas. Planejamento, negociação, valor e escolha passam a fazer sentido quando conectados à realidade do aluno.

Mundo e economia global

Quando essa conversa se amplia para o cenário global, como no impacto de conflitos internacionais sobre o preço do petróleo, os estudantes começam a perceber como decisões distantes afetam o cotidiano. A relação entre oferta, escassez e aumento de preços deixa de ser abstrata e passa a ser compreendida.

Ciência e linguagem

A curiosidade sobre o que astronautas comem no espaço, por exemplo, pode se transformar em um trabalho interdisciplinar que envolve ciência, nutrição e língua inglesa. O interesse é o ponto de partida. A aprendizagem vem na sequência.

Meio ambiente e participação social

Ao conhecer iniciativas como a de comunidades quilombolas que estruturam seus próprios planos de gestão ambiental, os alunos entram em contato com questões reais, complexas e urgentes. E percebem que participação também é um caminho possível. O que conecta todas essas experiências não é o conteúdo em si, mas a forma como ele é trabalhado.

Aprender deixa de ser apenas receber informação e passa a ser interpretar, relacionar e produzir sentido. Talvez essa seja uma boa provocação para a Bett deste ano: menos sobre ferramentas isoladas, mais sobre experiências que colocam o aluno no centro.

Porque, no fim, é isso que sustenta a aprendizagem.

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