Receber o reconhecimento de estar na primeira página da seção de jornalismo do Mapa de Educação Midiática do Brasil não é apenas uma conquista institucional. É a confirmação de que praticar o jornalismo sério, ético e formativo faz sentido. O JC Jornal da Criança e Jovens nasce de um princípio simples e poderoso: crianças e adolescentes merecem jornalismo de verdade.
Não fazemos conteúdo “simplificado demais”, nem infantilizado. Além disso, também não vulgarizamos a língua portuguesa. Traduzimos temas complexos com responsabilidade, clareza e profundidade, respeitando a inteligência de quem está em formação. Porque formar leitores críticos começa pelo respeito.
Jornalismo tradicional com propósito pedagógico
Somos um jornal com 16 páginas impressas, mas nossa atuação vai muito além do papel. Afinal, somos o único periódico infantojuvenil que vai presencialmente às escolas produzir videorreportagens, ouvir estudantes e dar voz a esses leitores, que também se tornam repórteres, entrevistadores, protagonistas.
Nosso canal no YouTube cresce porque há identificação. Nossos podcasts funcionam porque têm metodologia participativa real: não trabalhamos com grupos fixos de leitura. A cada edição, novos alunos têm espaço para participar.
Então, vem a pergunta: “Mas se todos quiserem participar ao mesmo tempo?”. A resposta é simples: sempre há espaço. Temos o impresso, o site atualizado de segunda a sexta, o audiovisual, o áudio. A comunicação é multiplataforma porque a aprendizagem também é.
Educação midiática na prática
Estar no Mapa de Educação Midiática do Brasil é simbólico. Ensinamos nossos leitores a perguntar:
- Quem está produzindo esse conteúdo?
- Com qual intenção?
- Que sentimento querem provocar?
- O que está sendo vendido por trás da narrativa?
Vivemos num tempo em que:
- artigos podem ser publicidade disfarçada;
- especialistas podem representar interesses empresariais;
- influenciadores incentivam consumo porque são pagos para isso.
Mais do que informar, ajudamos estudantes a compreender o mundo e propor soluções. Muitos projetos pedagógicos que passam pelas nossas páginas dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Eles não apenas aprendem sobre os problemas, eles constroem propostas. Isso é protagonismo real.
Reconhecimento espontâneo tem peso
Esse destaque no Mapa não é um reconhecimento espontâneo ou pontual, e isso tem valor. Seguimos firmes, acreditando que jornalismo para crianças e jovens precisa ser sério, plural, ético e participativo. Seguimos acreditando que há espaço para todos falarem e, principalmente, para todos aprenderem a ouvir, analisar e questionar.
Referências: Secretaria de Comunicação Social
Acessos em 24 de fevereiro de 2026.











