A educação vai muito além dos conteúdos apresentados em sala de aula. Ela também prepara crianças e adolescentes para compreender o mundo, expressar suas opiniões e participar das decisões que afetam a vida em sociedade. Essa proposta ganha força quando a escola abre espaço para o diálogo, incentiva o pensamento crítico e reconhece os estudantes como protagonistas de sua própria aprendizagem.
Na edição 69 do JC – Jornal da Criança & Jovens, esse conceito aparece na matéria de capa, que apresenta experiências dos Comitês das Crianças de Recife, Jundiaí e Vinhedo. Nesses espaços, crianças discutem problemas de suas cidades, apresentam sugestões e participam de iniciativas para melhorar os lugares onde vivem.
Protagonismo infantil: crianças também ajudam a construir as cidades
Quando os adultos escutam as crianças, descobrem diferentes maneiras de olhar para os espaços públicos e identificar necessidades da comunidade. Além disso, essa participação ensina valores importantes, como respeito, responsabilidade, diálogo e cidadania.
As experiências dos Comitês das Crianças mostram que a participação infantil não precisa ficar restrita às atividades escolares. Pelo contrário, pode ultrapassar os muros da escola e alcançar as políticas públicas, os bairros e os espaços de convivência.
Educação midiática desenvolve pensamento crítico
Outro destaque da edição é a relação entre educação e tecnologia. As reportagens abordam a inteligência artificial, os chatbots e os mecanismos de rolagem infinita presentes em aplicativos e redes sociais.
Esses assuntos fazem parte do cotidiano dos estudantes e, por isso, precisam entrar nas conversas em sala de aula. Afinal, compreender como as plataformas funcionam, avaliar informações e reconhecer os impactos do ambiente digital são habilidades fundamentais para uma participação consciente na sociedade.
Nesse contexto, a educação midiática ajuda os estudantes a fazer perguntas, comparar informações, identificar diferentes pontos de vista e desenvolver autonomia diante dos conteúdos que recebem.
Jornalismo, democracia e participação estudantil
O 4º Encontro dos Midiáticos, realizado em Indaiatuba, e a oficina de jornalismo e democracia com estudantes da Rocinha também reforçam a importância de aproximar crianças e jovens da produção de informação.
Ao conhecer o trabalho jornalístico, os estudantes aprendem a investigar assuntos, ouvir diferentes fontes, organizar ideias e comunicar descobertas. Consequentemente, desenvolvem habilidades de leitura, escrita, argumentação e colaboração.
Cultura e aprendizagem caminham juntas
A edição também apresenta conteúdos culturais, como a presença da Galinha Pintadinha no universo infantil, mostrando como personagens, histórias e manifestações culturais fazem parte das experiências de aprendizagem.
Essas referências permitem que professores ampliem as conversas, estabeleçam conexões com diferentes áreas do conhecimento e aproximem os conteúdos escolares do repertório das crianças.
A escola como espaço de transformação
As experiências apresentadas no JC 69 mostram que formar cidadãos começa na infância. Para isso, a escola precisa criar oportunidades reais de participação, estimular a curiosidade e incentivar os estudantes a compreender o mundo ao seu redor.
Mais do que transmitir informações, educar significa preparar crianças e jovens para pensar, questionar, dialogar e agir. Quando a escola reconhece a voz dos estudantes, contribui para formar pessoas mais conscientes, participativas e capazes de transformar a sociedade.
Referência: Versão impressa do JC69
Acesso em 06 de novembro de 2026.



