O Carnaval já passou, mas no dia 12 de março ainda é possível ver blocos animados nas ruas de Recife e Olinda, cidades-irmãs da história do Brasil que fazem aniversário na mesma data.
Em 2026, Olinda completa 491 anos e Recife, 489. São cidades muito antigas de Pernambuco, cheias de histórias dos povos indígenas e quilombolas. Além disso, as casas coloridas, a arquitetura das igrejas e as ruas de paralelepípedo mostram a influência portuguesa.
Para homenagear Pernambuco, o JC Jornal destaca a cirandeira afro-brasileira Maria Madalena Correia do Nascimento, a Lia de Itamaracá, reconhecida como Patrimônio Vivo do estado.
A ciranda é uma dança em roda tradicional do Nordeste, principalmente de Pernambuco e da Paraíba. A roda começa pequena e vai crescendo à medida que mais pessoas dão as mãos, ao som da zabumba, um tambor grande e de som forte que marca o ritmo. Esse instrumento também aparece no baião, xaxado e no xote, outros ritmos marcantes da cultura nordestina.
Antigamente, enquanto esperavam os maridos voltarem da pescaria, as mulheres dançavam na praia para passar o tempo. Por isso, a ciranda se tornou símbolo de união e alegria.
O nome Itamaracá vem da língua tupi: ita significa pedra e maracá, chocalho, formando a expressão “pedra que canta”. Assim, a música, a dança e a história continuam ecoando nas ruas dessas duas cidades que celebram o passado e mantêm viva a cultura até hoje.
Neste mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, a história de Lia representa tantas outras mulheres que mantêm viva a cultura brasileira com talento, força e resistência.
Referências: Tre-pe, itaú Cultural, CNN Brasil
Acesso em 18 de fevereiro de 2026.



