Você já se perguntou se tá para descobrir em três segundos se um texto foi publicado sem revisão humana? Olhe o título. Se ele estiver escrito assim: “Os Desafios Da Educação Midiática Na Formação Dos Estudantes”, há uma boa chance de que ninguém tenha revisado o texto depois que a inteligência artificial o gerou.
Comunicar é mais do que gerar palavras
Isso acontece porque esse padrão, em que quase todas as palavras começam com letra maiúscula, é típico da língua inglesa. Em português, a norma culta e os principais manuais de redação adotam outra lógica. O correto seria: “Os desafios da educação midiática na formação dos estudantes”
A diferença parece pequena, mas não é. Ela revela se houve ou não um olhar humano atento ao texto.
O Manual de Comunicação do Senado Federal, assim como outros manuais de redação usados por jornalistas, órgãos públicos e editoras, orienta o uso moderado das letras maiúsculas. Em títulos, normalmente apenas a primeira palavra e os nomes próprios recebem inicial maiúscula. Ou seja, as maiúsculas devem ser usadas apenas quando realmente necessárias, como em nomes próprios e instituições.
A inteligência artificial é uma ferramenta extraordinária, mas escrever continua sendo mais do que gerar palavras. Escrever é revisar, é conferir. Já reparou quantos títulos escritos em “inglês disfarçado de português” aparecem diariamente no seu feed?
Referências: Senado Federal
Acessos em: 25 de junho de 2026.



